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Sou adepto ao movimento ”Quantified Self”que surgiu na  década de 70 ele  visa o auto-conhecimento por dados e hoje vem ganhando força, em função desse mundo cada vez mais em crescimento. A sua  mentalidade é determinante nesse processo e adaptação a esse novo mundo, afinal se você não tiver uma mentalidade de crescimento, você nunca sairá do local onde está.

Segundo a pesquisadora Carol Dweck, existem dois tipos de mentalidade: uma mentalidade fixa e uma mentalidade de crescimento.

Em uma mentalidade fixa , as pessoas acreditam que suas qualidades são características fixas e, portanto, não podem mudar. Essas pessoas documentam sua inteligência e talentos, em vez de trabalhar para desenvolvê-las e melhorá-las. Eles também acreditam que o talento por si só leva ao sucesso, e não é necessário esforço.

Como alternativa, em uma mentalidade de crescimento , as pessoas têm uma crença subjacente de que seu aprendizado e inteligência podem crescer com o tempo e a experiência. Quando as pessoas acreditam que podem se tornar mais inteligentes , percebem que seu esforço afeta o sucesso e , portanto, dedicam mais tempo, levando a maiores conquistas .

Carol Dweck, pesquisadora da Universidade de Stanford, apresentou essas idéias e escreveu um livro para descrever cada mentalidade com mais detalhes.

Pessoas com uma mentalidade de crescimento têm uma crença subjacente de que seu aprendizado e inteligência podem crescer com o tempo e a experiência.

De acordo com Dweck, quando um aluno tem uma mentalidade fixa, eles acreditam que suas habilidades, inteligência e talentos básicos são traços fixos. Eles acham que você nasceu com uma certa quantia e isso é tudo que você tem.

As pessoas com uma mentalidade fixa devem sempre querer parecer inteligentes porque acreditam que nasceram com um nível fixo de inteligência que não pode ser modificado. Essas pessoas têm medo de parecer idiotas para com as pessoas porque não acreditam que possam se redimir quando outras pessoas as consideram pouco inteligentes.

Em uma mentalidade de crescimento , no entanto, os alunos acreditam que suas habilidades e inteligência podem ser desenvolvidas com esforço, aprendizado e persistência. Suas habilidades básicas são simplesmente um ponto de partida para o seu potencial. Eles não acreditam que todos sejam iguais, mas sustentam a idéia de que todos podem se tornar mais inteligentes se tentarem.

Dweck acha que, se você quiser ter sucesso em qualquer aspecto da vida, precisará criar uma mentalidade de crescimento.

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Acreditar que suas qualidades são imutáveis …o que eu chamo de um mindset fixo — cria a necessidade constante de provar a si mesmo seu valor. Se você tem uma quantidade determinada de inteligência, uma personalidade e um caráter moral específicos, nesse caso terá de provar a si mesmo que essas doses são positivas. Não lhe agradaria parecer ou sentir-se deficiente quanto a características pessoais tão fundamentais.

Alguns de nós aprendemos a adotar o mindset fixo desde a infância. Ainda criança, eu me preocupava em ser inteligente, mas o verdadeiro mindset ficou marcado em mim por causa da senhora Wilson, minha professora da 6a série. Ela achava que os resultados do teste de QI revelavam exatamente quem eram os alunos.

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Esse mindset de crescimento se baseia na crença de que você é capaz de cultivar suas qualidades primordiais por meio do esforço. Embora as pessoas possam diferir umas das outras de muitas maneiras — em talentos, aptidões iniciais, interesses ou temperamento —, cada um de nós é capaz de se modificar e se desenvolver por meio do esforço e da experiência.

 

Será que as pessoas dotadas desse mindset acreditam que qualquer um pode se tornar qualquer coisa? Que qualquer pessoa com a motivação ou com a instrução adequada pode se transformar em um Einstein ou em um Beethoven? Não, mas elas acreditam que o verdadeiro potencial de uma pessoa é desconhecido (e impossível de ser conhecido); que não se pode prever o que alguém é capaz de realizar com anos de paixão, esforço e treinamento.

Para as pessoas que adotam um mind-set de crescimento, a crença de que é possível desenvolver as qualidades desejadas cria uma paixão pelo aprendizado. Por que perder tempo provando a si mesmo suas qualidades se você pode se aperfeiçoar? Por que ocultar as deficiências, em vez de vencê-las? Por que procurar amigos ou parceiros que nada mais farão do que sustentar sua autoestima, em vez de outros que o estimularão efetivamente a crescer?

E por que buscar o que já é sabido e provado, em vez de experiências que o farão se desenvolver? A paixão pela busca do desenvolvimento e por prosseguir nesse caminho, mesmo (e especialmente) quando as coisas não vão bem, é o marco distintivo do mindset de crescimento. É o que permite às pessoas prosperar nos momentos mais desafiadores da vida.

É evidente que as pessoas de mindset de crescimento prosperam ao ir além dos limites. E como evoluem as pessoas de mindset fixo? Elas progridem quando as coisas estão seguramente ao alcance delas. As pessoas perdem o interesse se as coisas forem muito desafiadoras — por não se sentirem inteligentes nem talentosas.

Por falar em desejar ser considerado perfeito, você não se surpreenderá ao saber que isso é muitas vezes chamado de ‘a doença do CEO’. O executivo Lee Iacocca foi um caso desses. Depois do sucesso inicial como chefão da montadora Chrysler nos anos 80, Iacocca continuou a produzir os mesmos modelos de carros, com modificações superficiais.

Infelizmente, eram modelos que ninguém queria mais. Enquanto isso, as concorrentes japonesas estavam repensando qual deveria ser a aparência dos automóveis e como deveriam funcionar. O resultado disso foi que os carros japoneses rapidamente conquistaram o mercado americano.

Os presidentes de empresas se veem constantemente diante de uma escolha. Deveriam enfrentar suas deficiências ou criar um mundo em que não tenham nenhuma? Iacocca escolheu a segunda opção. Cercou-se de adoradores, exilou os críticos e perdeu o contato com o rumo da indústria automobilística. Tornou-se uma pessoa que já não aprendia.

Existe ainda outro dilema enfrentado pelos executivos. Eles podem preferir estratégias de curto prazo que aumentem o valor das ações e façam com que pareçam heróis. Ou podem buscar um aperfeiçoamento de longo prazo, correndo o risco de serem desaprovados por Wall Street ao lançar as bases para um crescimento saudável num tempo mais longo. O executivo Albert Dunlap, que confessava ter um mindset fixo, foi levado à fabricante de eletrodomésticos Sunbeam para reorganizá-la.

Preferiu a estratégia de curto prazo: aparecer como um herói para a bolsa de valores. As ações se valorizaram, mas a firma se esfacelou. Já Lou Gerstner, que afirmava ter um mindset de crescimento, foi chamado para reformular a IBM nos anos 90. Ao dedicar-se à imensa tarefa de mudar a cultura e as políticas da multinacional de tecnologia, os preços das ações estagnaram, e Wall Street torceu o nariz. Ele foi considerado um fracasso. Poucos anos depois, no entanto, a IBM voltou à liderança em seu mercado.

É possível mudar?

À medida que você começa a compreender os mindsets fixo e de crescimento, passa a ver exatamente como uma coisa leva a outra; como a crença de que as qualidades são imutáveis gera diferentes pensamentos e atos. Se você acreditar que é capaz de se aperfeiçoar, estará aberto a informações exatas sobre suas habilidades — ainda que não sejam lisonjeiras — a fim de aprender. No entanto, se quaisquer dados sobre suas preciosas características forem vistos como boas ou más notícias, é quase inevitável que aconteçam distorções. Alguns resultados serão enaltecidos, outros, desprezados, e você acabará sem se conhecer.

Quando adotamos um mindset, ingressamos em um de dois mundos. No primeiro — o das características fixas —, o sucesso consiste em provar que você é inteligente ou talentoso. Afirmar-se. No outro mundo — o das qualidades mutáveis —, ter sucesso é abrir-se para aprender algo novo.

Desenvolver-se. No primeiro mundo, o fracasso é encontrar uma adversidade. Tirar uma nota baixa. Perder um torneio. Ser despedido do trabalho. Ser rejeitado. Isso quer dizer que você não é inteligente nem talentoso.

No segundo mundo, o fracasso significa não crescer. Não atingir as coisas a que você dá valor. O que quer dizer que você não está realizando seu potencial. No mundo do mindset fixo, o esforço é ruim. E o fracasso indica que você não é inteligente nem talentoso. Se fosse, não precisaria fazer esforço. No mundo do mindset de crescimento, o esforço é o que torna você inteligente ou talentoso.

Existe escolha. Os mindsets nada mais são do que crenças. São crenças poderosas, mas são apenas algo que está em sua mente, e você pode mudar sua mente. Pense aonde gostaria de ir e qual mindset pode levá-lo até lá.”

Nessa obra, Carol apresenta o conceito de mindset, que é identificado como o responsável pelo modo como cada um encara a vida, que explica porque alguém é otimista ou pessimista e que é determinante para o desenvolvimento profissional ou pessoal.

Segundo ela, o mindset pode ser definido como a atitude mental de uma pessoa e, se bem controlado, pode influenciar positivamente a vida de qualquer um.

Isso é explicado por meio das profundas pesquisas que deram origem ao livro. Com elas, a professora Carol descobriu que, basicamente, existem dois tipos de mentalidade, uma fixa e outra progressiva, sendo que apenas uma delas leva ao sucesso.

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Tiago Pereiras

Consultor de Inovação & Biohacker

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